Gravidez e Cinema

Por Renata Mendonça Revendo o lindo do documentário de Sandra Werneck, “Meninas” (2005), pensei nas mudanças ocorridas nas relações familiares no Brasil. Pode-se dizer que, até pouco tempo, as questões e discussões se apresentavam em torno dos filhos de pais separados, da mulher no mercado de trabalho e, também, da gravidez na adolescência ou fora de um casamento tradicional. Hoje, o que temos como questão … Continuar lendo Gravidez e Cinema

O Terreno

Terça-feira da semana passada tomei contato com minha própria bile —um amargo nauseante na boca. O ocorrido se deu enquanto estava no trânsito escutando as notícias matinais no radio. A notícia era a respeito do relatório publicado pelo Núcleo de Estudos da Violência da USP (incrível Núcleo que conheci por ocasião da minha pesquisa de mestrado, quando estudava sobre poder e violência no âmbito psiquiátrico). A pesquisa feita pelo NEV, cujo relatório pode ser lido aqui, apresenta dados colhidos em onze capitais brasileiras a respeito de atitudes, normas culturais e valores em relação à violação de direitos humanos e violência. Continuar lendo O Terreno

A chave de Sarah

Uma tragédia assola a vida da personagem consumida pela culpa no longa baseado em best seller de Tatiana de Rosnay Nos dias 16 e 17 de julho de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, a França manchou para sempre o seu nome na história mundial quando a própria polícia parisiense realizou uma prisão em massa de judeus, encarcerando 13 mil deles – incluindo mulheres e … Continuar lendo A chave de Sarah

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A pulsão é surrealista (e por isso é real)

Dois seriados de televisão parecem fazer bastante sucesso nos dias de hoje: CSI (série sobre investigadores/peritos criminais) e House (que trata do cotidiano do departamento de investigação diagnóstica de um hospital). O que me chama atenção em ambas as séries é o modo como as personagens lidam com a realidade: são afeitos aos fatos. Dr. House e os investigadores de CSI têm o mesmo mote: pessoas mentem, fatos não. Quando fiz a constatação dessa ‘coincidência’ nas séries, me recordei do movimento surrealista. Continuar lendo A pulsão é surrealista (e por isso é real)

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A criança de Freud e os kidults de hoje

“Devemos dizer que esta suposta constituição que exibe os germes de todas as perversões só é demonstrável na criança, mesmo que nela todas as pulsões só possam emergir com intensidade moderada. Vislumbramos assim a fórmula de que os neuróticos preservaram o estado infantil de sua sexualidade ou foram transportados para ele. Desse modo, nosso interesse volta-se para a vida sexual da criança, e procederemos ao … Continuar lendo A criança de Freud e os kidults de hoje

A biblioteca está cheia de livros!

Ontem recebi um vídeo bastante interessante devido ao efeito de humor que ele produziu em mim, o que evidencia que transmitiu algo para além do que dizia. O vídeo consistia em um rabino ortodoxo ensinando como mergulhar a maçã no mel (tradição judaica do Ano Novo). O rabino pega um enorme pote de mel, tira do seu grande casaco preto um iPhone e um iPad e mergulha ambos no jarro de mel. Qual a mensagem que nesse chiste passou? Continuar lendo A biblioteca está cheia de livros!