O Terreno

Terça-feira da semana passada tomei contato com minha própria bile —um amargo nauseante na boca. O ocorrido se deu enquanto estava no trânsito escutando as notícias matinais no radio. A notícia era a respeito do relatório publicado pelo Núcleo de Estudos da Violência da USP (incrível Núcleo que conheci por ocasião da minha pesquisa de mestrado, quando estudava sobre poder e violência no âmbito psiquiátrico). A pesquisa feita pelo NEV, cujo relatório pode ser lido aqui, apresenta dados colhidos em onze capitais brasileiras a respeito de atitudes, normas culturais e valores em relação à violação de direitos humanos e violência.

Dr. Freud's Vacation #5 (at the North Pole), 2008

As férias de Freud

Mestre em comunicação e cultura contemporâneas (UFBA), professor universitário e autor de um incrível portfólio, André França é o fotógrafo que abre a seção de fotografia em nossa página de Artes Visuais.

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A pulsão é surrealista (e por isso é real)

Dois seriados de televisão parecem fazer bastante sucesso nos dias de hoje: CSI (série sobre investigadores/peritos criminais) e House (que trata do cotidiano do departamento de investigação diagnóstica de um hospital). O que me chama atenção em ambas as séries é o modo como as personagens lidam com a realidade: são afeitos aos fatos. Dr. House e os investigadores de CSI têm o mesmo mote: pessoas mentem, fatos não. Quando fiz a constatação dessa ‘coincidência’ nas séries, me recordei do movimento surrealista.

A biblioteca está cheia de livros!

Ontem recebi um vídeo bastante interessante devido ao efeito de humor que ele produziu em mim, o que evidencia que transmitiu algo para além do que dizia. O vídeo consistia em um rabino ortodoxo ensinando como mergulhar a maçã no mel (tradição judaica do Ano Novo). O rabino pega um enorme pote de mel, tira do seu grande casaco preto um iPhone e um iPad e mergulha ambos no jarro de mel. Qual a mensagem que nesse chiste passou?

Um sonho é um despertar que começa

Já é senso comum que os sonhos interessam a um psicanalista. Woody Allen magistralmente trouxe à luz esse fato. E essa semana pretendia escrever sobre a função e a interpretação dos sonhos para a psicanálise. Porém fui atravessado pelo suicídio de uma criança de dez anos de idade após tentar assassinar uma professora. Ao ler as primeiras reportagens sobre o assunto, fiquei surpreso ao encontrar o relato de que a criança havia ‘desenhado’ a si mesmo com duas armas e, ao lado, um professor.