Já ouviu falar em Sci-phi?

Ficção científica sempre foi algo meio marginal, meio fora do sistema. Basta observar a lista de todos os ganhadores de Melhor Filme da história do Oscar, por exemplo: nenhum deles pertence ao gênero (vá lá, “Volta ao mundo em 80 dias”, se forçarmos um pouco, é o único representante). Por essas e outras, é comum ver o “sci-fi” (abreviação popular de “Science Fiction”, ou ficção científica em inglês) envolvido numa névoa meio “B”, meio de subproduto. É bem verdade que a era do blockbuster e dos efeitos especiais elevou o gênero a encantador de multidões, mas isso não serviu muito para aumentar seu prestígio. Pelo contrário: nos círculos críticos (e em alguns nem tanto) ficção científica virou sinônimo de muito barulho por nada, pirotecnia sem conteúdo

Sonhando perigosamente com Slavoj Žižek – Entrevista

Slavoj Žižek (1949) é um filósofo esloveno cujas influências principais são o pensamento de Karl Marx, Jacques Lacan e Hegel. Atua principalmente nos campos da teoria política, análise cultural e cinematográfica e teoria psicanalítica. Em 1990, foi candidato à presidência da Eslovênia. É professor da Universidade de Liubliana e professor convidado da Universidade de Vermont (EUA). O que dizer sobre dois dias de conversa com o incrível filósofo esloveno Slavoj Žižek? Tomei contato com ele ainda na época da minha graduação em psicologia. Foi amor à primeira lida! Algum tempo depois de ter lido alguns de seus textos publicados ainda em inglês, fui parar na Eslovênia atrás do que podia achar sobre ele — livros, referências, palavras — sem imaginar que, alguns anos adiante, ele me concederia uma entrevista. Por ocasião do lançamento de O ano em que sonhamos perigosamente (Boitempo Editorial, 2012) e da tradução de Menos que nada (no prelo, Boitempo), tivemos a chance e o prazer de conversar com aquele que, ainda hoje, é uma de minhas referencias bibliográficas.