Sonhando perigosamente com Slavoj Žižek – Entrevista

Slavoj Žižek (1949) é um filósofo esloveno cujas influências principais são o pensamento de Karl Marx, Jacques Lacan e Hegel. Atua principalmente nos campos da teoria política, análise cultural e cinematográfica e teoria psicanalítica. Em 1990, foi candidato à presidência da Eslovênia. É professor da Universidade de Liubliana e professor convidado da Universidade de Vermont (EUA). O que dizer sobre dois dias de conversa com o incrível filósofo esloveno Slavoj Žižek? Tomei contato com ele ainda na época da minha graduação em psicologia. Foi amor à primeira lida! Algum tempo depois de ter lido alguns de seus textos publicados ainda em inglês, fui parar na Eslovênia atrás do que podia achar sobre ele — livros, referências, palavras — sem imaginar que, alguns anos adiante, ele me concederia uma entrevista. Por ocasião do lançamento de O ano em que sonhamos perigosamente (Boitempo Editorial, 2012) e da tradução de Menos que nada (no prelo, Boitempo), tivemos a chance e o prazer de conversar com aquele que, ainda hoje, é uma de minhas referencias bibliográficas.

Zoot Woman: entrevista

Quando lemos a biografia de algum artista em sites relacionados à música, é comum encontrarmos no canto da página uma coluna listando “artistas semelhantes”. No caso da banda inglesa Zoot Woman, vemos nomes a princípio discrepantes, que vão desde os eletrônicos Fischerspooner e The Presets, passando pelas bandas de rock Phoenix e She Wants Revenge até a cantora Roisin Murphy. Mas essa amplitude deixa de soar estranha no momento em que observamos a sólida carreira do Zoot Woman, que amadureceu ao longo de três discos (o quarto sai ainda este ano) e incorporou novas influências sem abandonar o que a banda tem de mais característico: a eletronia e as guitarras oitentistas.

O caleidoscópio da existência de Márcia Tiburi

Já é costume darmos início a entrevistas situando o leitor sobre quem é o entrevistado. Marcia Tiburi, no entanto, é uma pessoa difícil de definir. Filósofa pronta para uma guerra (do jeito que Foucault apreciava), escritora dedicada que nos presenteou com Magnólia, A mulher de costas e O manto, uma trilogia literária chamada ‘Trilogia Íntima’, mantém um firme programa de pesquisas tendo como fio o que ela mesmo nos diz: o corpo, “como concreto avesso da metafísica constantemente produzido por um sistema econômico-político”.