Sobre Performances e Papagaios

Relato e elucubrações de uma performance sobre teoria e prática da performance Era uma segunda-feira, dia 8 de agosto, o dia seguinte ao encerramento da MIP3 (3ª Manifestação Internacional da Performance[i]), quando me encontrei com o curador e performer Fernando Ribeiro e o artista britânico Alastair MacLennan, numa esquina de Belo Horizonte, mais precisamente, no encontro das ruas Rio de Janeiro e Guajajaras. Havia dado … Continuar lendo Sobre Performances e Papagaios

Minhas performances secretas

ou, O texto enquanto performance Farei a seguir algo que julgo detestável na arte contemporânea: propor uma obra, no caso uma performance, e explicá-la teoricamente a fim de sustentar seu direito de existência. Mais do que isso, as performances apenas tomarão existência – no sentido de adentrarem no mundo coletivo e, portanto, saírem da minha consciência como seu domínio exclusivo – a partir do momento … Continuar lendo Minhas performances secretas

O livro de deleites de Virginia Woolf

Orlando, uma biografia é tantas coisas ao mesmo tempo que é também, penso, um livro de deleites. Há, para começar, o deleite de Virginia Woolf ao conhecer Vita Sackville-West, aristocrata com quem se envolveu amorosamente de forma intensa entre dezembro de 1925 e maio de 1927*. A propósito desse encontro amoroso, repleto de desejo e deleite, Virginia escreveu em seus diários: “Com Vita por três … Continuar lendo O livro de deleites de Virginia Woolf

O espelho, um ensaio barato

Sobre os usos do espelho em geral Você entra no banheiro e sabe em poucos segundos onde de fato está entrando. Normalmente, quem denuncia logo é o espelho. Com moldura rebuscada barroco-rococó. Acompanhado de uma orquídea longilínea e um sofá. Em madeira de demolição e aplicação de folhas de ouro. Com uma moldura estilizada de espelho mesmo, matizando relevos. Com quatro pinos funcionando de moldura e … Continuar lendo O espelho, um ensaio barato