Dr. Freud's Vacation #5 (at the North Pole), 2008

As férias de Freud

Mestre em comunicação e cultura contemporâneas (UFBA), professor universitário e autor de um incrível portfólio, André França é o fotógrafo que abre a seção de fotografia em nossa página de Artes Visuais. Dentre as muitas possibilidades de obras que tínhamos ao visitar a página do autor (www.andrefranca.com), optamos por selecionar a série Dr. Freud’s Vacation (2008). A série de trípticos bem humorada, leve, trás o ícone do nosso querido Dr. Sigmund em paisagens inusitadas em diferentes biomas do mundo. Mas o conjunto das fotografias não se reduz à ironia; o onírico também está presente, e é essa presença do ‘estranho’ que mais nos interessou. A peça solta, o desobjeto, o furo na paisagem representado pelo urso polar no deserto, pela escada que não leva a lugar algum, traduz o espírito do ‘Umbigo’. “A vida do psicanalista não é cor-de-rosa”, diria Lacan em 1956, e parece que Freud nem em suas férias tem o descanso merecido. A neurose também florece nos alpes… E por lá também o real faz sua aparição.

Agradeçemos a André França, que gentilmente disponibilizou o material para divulgação. Veja abaixo as pranchas da série “Dr. Freud’s vacation”.

Dr. Freud`s Vacation #1 (in the Sahara desert), 2008
Dr. Freud’s Vacation #1 (in the Sahara desert), 2008

Dr. Freud's Vacation #2 (in the Amazon forest), 2008
Dr. Freud’s Vacation #2 (in the Amazon forest), 2008

Dr. Freud's Vacation #3 (on the beach), 2008
Dr. Freud’s Vacation #3 (on the beach), 2008

Dr. Freud's Vacation #4 (in the African savannah), 2008
Dr. Freud’s Vacation #4 (in the African savannah), 2008

Dr. Freud's Vacation #5 (at the North Pole), 2008
Dr. Freud’s Vacation #5 (at the North Pole), 2008

Dr. Freud's Vacation #6 (at the movies), 2008
Dr. Freud’s Vacation #6 (at the movies), 2008

6 comentários sobre “As férias de Freud

  1. Essa é minha série favorita do André França, e acho que vcs foram na mosca no comentário: a estranheza comparece, mas o clichê de sua face sinistra é reduzido, e ela perdura como anomalia, mas com leveza.

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